top of page

Burnout no Trabalho: Como Prevenir e Proteger sua Empresa com Base nas Melhores Práticas em Saúde Ocupacional

 Síndrome de Burnout tem se tornado um dos principais desafios de saúde mental nas organizações. Mais do que um tema em alta, trata-se de um risco ocupacional real, com implicações médicas, jurídicas e econômicas. A boa notícia é que, com ações bem estruturadas, é possível prevenir o Burnout no ambiente de trabalho e criar uma cultura organizacional mais saudável e produtiva.

Neste artigo, vamos apresentar um panorama técnico e atualizado sobre a síndrome, com base em documentos como a ISO 45003, a Resolução CFM nº 2.323/2022, jurisprudências recentes e estudos da Saúde Ocupacional, além de mostrar como o Grupo CESO pode apoiar sua empresa na prevenção e gestão desses riscos.

Mulher exausta sentada à mesa de trabalho com papéis, notebook e xícara, sob um ícone de bateria quase vazia. Texto 'Burnout nas Empresas' no topo

📌 O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico relacionado ao trabalho, caracterizado por três dimensões principais:

  • Esgotamento emocional crônico

  • Ceticismo ou despersonalização em relação ao trabalho

  • Redução da eficácia profissional

De acordo com a CID-11 da OMS, o Burnout é classificado como um fenômeno ocupacional e não como uma condição médica em si, reforçando a necessidade de uma avaliação técnica do ambiente de trabalho para comprovação do nexo.


⚖️ O que diz a legislação brasileira?

A Resolução CFM nº 2.323/2022 estabelece que o diagnóstico de doenças relacionadas ao trabalho deve ser respaldado por:

  1. Exame clínico detalhado realizado por médico do trabalho ou médico que tenha profundo conhecimento sobre as condições no ambiente de trabalho da empresa;

  2. Investigação do ambiente e organização do trabalho;

  3. Dados epidemiológicos da empresa (nexo técnico epidemiológico);

  4. Depoimentos de colegas de trabalho;

  5. Avaliação da relação temporal e causal entre exposição e sintomas.

Ou seja, a simples apresentação de um laudo de psiquiatra assistente não é suficiente para caracterizar o Burnout como doença ocupacional, sem a devida perícia médica e técnica.

👉 Confira mais sobre esse tema neste artigo da Saúde Ocupacional.


🚨 Principais fatores de risco psicossociais no ambiente de trabalho

A ISO 45003 apresenta diretrizes claras sobre os riscos psicossociais e sua gestão. Entre os principais fatores de risco para o Burnout, destacam-se:

1. Carga de trabalho excessiva

  • Prazos apertados

  • Jornadas prolongadas

  • Sobrecarga emocional

2. Falta de controle

  • Baixa autonomia

  • Regras rígidas sem participação

3. Ausência de reconhecimento

  • Falta de feedback positivo

  • Injustiça nas promoções

4. Conflitos de valores

  • Divergência entre valores pessoais e exigências da empresa

5. Relações interpessoais negativas

  • Liderança autoritária

  • Clima de hostilidade ou assédio

6. Percepção de injustiça

  • Tratamento desigual

  • Falta de transparência

Esses seis domínios, definidos por Maslach e Leiter (2004), são essenciais para investigar a presença de fatores desencadeantes do Burnout nas organizações.


📈 Panorama estatístico e impacto nas empresas

Estudos recentes mostram que o Burnout, ao lado da ansiedade e depressão, é um dos transtornos mais relatados por trabalhadores brasileiros.

De acordo com levantamento publicado na Saúde Ocupacional:

  • Cerca de 60% dos trabalhadores relatam sintomas compatíveis com sofrimento psíquico;

  • O Burnout afeta principalmente profissionais de setores administrativos e de serviços;

  • O presenteísmo é um efeito colateral importante, com redução da performance e aumento de erros operacionais.


✅ Boas práticas para prevenir o Burnout na sua empresa

A seguir, veja estratégias baseadas na ISO 45003, Resolução CFM 2.323/2022 e recomendações do Grupo CESO:

🔍 Avaliação de riscos psicossociais

Realizar diagnósticos periódicos sobre:

  • Exposição a estressores organizacionais

  • Condições de trabalho

  • Relatos dos trabalhadores

  • Histórico de adoecimento coletivo

🗣️ Promoção de cultura de escuta

  • Canais anônimos de comunicação

  • Escutas ativas com RH e SESMT

  • Participação dos trabalhadores nas decisões

👥 Formação de lideranças saudáveis

  • Treinamentos em liderança humanizada

  • Prevenção ao assédio moral

  • Feedback construtivo e reconhecimento

🧠 Ações de promoção da saúde mental

  • Palestras, rodas de conversa e campanhas

  • Incentivo à desconexão digital e pausas

  • Ginástica laboral e práticas integrativas

⚖️ Gestão jurídica e técnica de casos

  • Perícia técnica para análise do nexo causal

  • Participação do médico do trabalho

  • Documentação do histórico laboral e coletivo

⚖️ O que a Justiça tem decidido sobre o Burnout?

Jurisprudências recentes indicam que:

  • Estresse isolado não caracteriza Burnout

  • A empresa só é responsabilizada quando comprovada omissão em prevenir riscos

  • A caracterização como doença ocupacional exige laudos periciais técnicos e detalhados

Leia mais em:


🧩 Como o Grupo CESO apoia empresas na gestão do Burnout?

O Grupo CESO oferece soluções completas para a prevenção e gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho:

  • Diagnóstico técnico com base na ISO 45003 e Resolução CFM 2.323/2022

  • Avaliação ergonômica e de riscos psicossociais

  • Capacitação de gestores e lideranças

  • Apoio à elaboração de programas de promoção à saúde mental

  • Acompanhamento técnico de casos suspeitos de Burnout

  • Suporte médico-ocupacional e jurídico em perícias


📞 Quer proteger sua equipe e o futuro do seu negócio?

O Burnout é uma ameaça silenciosa, mas evitável. Com o apoio técnico certo, é possível transformar sua empresa em um ambiente mais saudável, seguro e produtivo.

Fale com o Grupo CESO e solicite uma avaliação personalizada.

Comments

Rated 0 out of 5 stars.
No ratings yet

Add a rating
bottom of page